sábado, 3 de janeiro de 2009

ENTRE O VAZIO E A COR

Caminharás entre os astros, deambulando

entre o vazio e a cor, procurando

o fogo nos seixos húmidos do mar.


Meditarás os antigos: a ampulheta

desvenda o tempo, que circunscreve,

secretamente, deixando um rasto de luz fria.


É isto - Cibele - o paradoxo cruel

dos sentimentos: o poder do amor

gerando o seu contrário, e o contrário

imobilizado por pudor.



Foto e poema: apm

1 comentário:

Mariz disse...

Salvé!
Cheguei até aqui, por intuição.
Gostei demais deste poema. Penso que o pudor,é a raíz mais perfeita do ser humano.Pudor de palavras, pudor de emoções desmedidas e pudor de sentimentos imperfeitos.
Pudor de ter "ego"!

Até sempre...
Mariz