domingo, 8 de fevereiro de 2009

UMA QUALQUER PESSOA

Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.

Uma qualquer pessoa que a recebesse

num jeito de tão sonâmbulo gosto

como se um grão de luz lhe percorresse

com um dedo tímido o oval do rosto.


Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse

e em silêncio dissesse: é para si.

E uma qualquer pesoa, como um luar, nascesse,

e, sem sorrir, sorrisse,

e, sem tremer, tremesse,

tudo num jeito de tão sonâmbulo gosto

como se um grão de luz lhe percorresse

com um dedo tímido o oval do rosto.

(...)

2 comentários:

mariam disse...

Arlindo,

belo poema! generosidade no dar... obrigada p'la partilha...

também o Arlindo o tem feito. aqui.

boa semana
um sorriso :)
mariam

ah! as fotografias são fantásticas também :)

arlindo mota disse...

mariam,

só hoje vi o seu comentário ao Blog "Galeria Folha D'Hera", pois ele foi criado para servir de arquivo a realizações de uma associação/tertúlia "Folha D'Hera".

sabe assim um pouco mais dos dois (bem diferentes aliás)...

boa semana mariam