sexta-feira, 17 de abril de 2009

CÉLERE COMO UM GRITO OU O RUBOR

Os olhos,Cibele, espelham, transparentes,

a tonalidade das emoções, o prodígio

inesperado do arco-íris, a sensualidade

do requebro das marés.


Cercado nos limites dos sentidos, o teu

olhar, luminoso, é avidamente procurado:

célere, como um grito ou o rubor,

neles me fixo, qual tenaz ou

dedo de criança.




Poema: apm

2 comentários:

Joana disse...

célere, como um grito ou o rubor,/neles me fixo, qual tenaz ou/dedo de criança.

imagens belas e profundas!

mariam disse...

Arlindo,

fantástico!...já estava com saudades de 'Cibele' :)

é um gosto renovado 'lê-lo', aguardo o livro!

um abraço e o meu sorriso :)
mariam