quarta-feira, 4 de março de 2009

ENTRE AS AREIAS FINAS DAS MARGENS

Recordar-me-ei das tuas mãos entrelaçadas,

como se os dias fossem sumindo

entre as areias finas das margens.

O sol pouco a pouco fenecia, enquanto

os fios das lágrimas de diamantes eram

explosões inesperadas de gotas de água.


Ternamente, foi-me afluindo à memória

a paragem dos dias, a leveza dos

pequenos gestos, a maré cíclica das

emoções, a plenitude inconclusiva.




Poema: apm

4 comentários:

Pedro S. Martins disse...

As areias deglutem tudo.

mariam disse...

Arlindo,
belo(s) poema(s) e emagens. sempre.
...aqui ficaria uma 'eternidade'...

deixo um abraço, o sorriso de sempre e saudades!
mariam

Mariz disse...

Salvé Arlindo
Já vi que tem um novo comentador, novo e azul! Parece-me é que ele pretende que lhe tire um grão de areia do olho, não? - já que "as areias deglutem tudo"...(risos).
Ao contrário da Mariam, não tenho pressa...e como não faço cerimónia, fico aqui o tempo que me apetecer, porque poema(s)é/são para isso mesmo..para se ler palavras por palavra, depois inseridas nas frases que as tornam vivas e a seguir digerí-las (não, "deglutí-las") senão ainda se confundem com algum texto de jornal diário...com prémio agrafado.(hoje estou insuportável...deve ser da lua)!

Quanto a este belo poema - mais um - transcrevo:"como os dias fossem sumindo entre as areias finas das margens" e a imagem do "o sol pouco a pouco fenecia" ...é demais! é de poeta!

Agora vou á galeria.
Já respondi quanto ao "enigma" lá no sítio respectivo onde se ouve a voz da Betânia. - ignorando se seria aquilo...

Abraço meu
E...bom trabalho.

Sempre...
como sempre...
Mariz

Mariz disse...

errata:
~"palavra por palavra"... - e eu que nem falo africano! - srsrsr