terça-feira, 11 de agosto de 2009

MAR ADENTRO






Metódica, Cibele colhia a escassa chuva

na concha das suas mãos vazias.


Com os dedos esguios, habilmente, entrelaça-a,

pingo a pingo, como se fora um colar. Por fim, esbelta

e delicada, afoita-se , por entre o agreste das aroeiras,

mar adentro, oceano acabado de lavrar.



Poema e foto: arlindo mota

2 comentários:

O NOVO POETA disse...

seu trabalho é muito bom e foi muito bom conhecer seu blog amigo da escrita, abraçosssss

mariam disse...

Boa noite Arlindo,

também andei ausente, mas estou contente por voltar a este 'universo' tão especial... de pessoas tão especiais também ...

adorei ler 'Cibele', esta sua maravilhosa criação ... venham mais capítulos... aguardo ...

um abraço e o meu sorriso :)
mariam


nota: não consegui visualizar a foto supra, pena eu ter um pc arcaico e cheio de 'manias' ...