
ENTRE PORTOS PALAFITAS
os corpos passadiços sugados pelo tempo
sobre as águas rumorejando quando em vez
anunciavam algazarras as chegadas e partiam
no silêncio das marés
ali cevei em mim uma roseira
as pétalas pegadas que deixei
meia-lua à espera à tua beira
quando o tempo nos consome
e nada mais se divisa por diante
é pura eugenia a minha fome
arlindo mota
foto: arlindo pato mota